
Entre carrinhos insanos e voleios shaolin: o futebol como tu jogava na escola
Se você já amarrou um casaco pra fazer trave ou tacou a bola num muro pra dar efeito, Rematch é teu jogo. A Sloclap, que antes só metia porrada com estilo em Sifu e Absolver, agora parte pro futebol arcade sem freio — e o resultado é uma mistura entre Rocket League sem carros, FIFA sem juiz e aquele caos nostálgico da pelada entre amigos.
Esquece o realismo: aqui não tem falta, impedimento, lateral ou tiro de meta. O campo é cercado por paredes transparentes, e cada partida é uma guerra de 6 minutos onde o goleiro pode virar atacante e o zagueiro manda dancinha ao invés de recuar a bola.
É como um reencontro com a infância — só que online, e com chute de trivela mirando no coração do caos.

Futebol arcade com alma: menos tática, mais pancada
Ao invés de controlar um time inteiro, tu entra em campo como um jogador só, nos modos 3v3, 4v4 ou 5v5. Cada partida é frenética, com a bola pingando como se tivesse vontade própria. O sistema de câmera, sempre atrás do teu personagem, deixa tudo ainda mais imersivo — e confuso, principalmente pra quem vem do EA FC e tá acostumado a ver o campo inteiro.
Mas não se engane: mesmo com a vibe despojada, Rematch exige adaptação. Nada de botão de passe automático ou chute certeiro com L2 + bolinha. Aqui, tu mira com o analógico direito e acerta o chute como se estivesse num third person shooter. Pode soar estranho no começo, mas quando o gol sai, a sensação é de golaço de placa — tipo gol de letra com rebote na parede.

Técnica, improviso e pancadaria: o que vale é deixar o goleiro no chão
O controle da bola é baseado em física real: ela escapa, bate, desvia — e isso muda tudo. Os passes podem ser precisos ou um desastre, e os arremates exigem timing e visão de jogo. Mas aí entra o tempero: tem dribles, flicks, elásticos e até arco-íris no repertório. Só que usar essas firulas com sabedoria é o segredo — fazer graça no meio de três adversários vira golaço ou humilhação.
A parede do campo também entra como aliada. Já pensou em usar ela pra passar pra si mesmo? Ou chutar de propósito pra ela e pegar o rebote? Em Rematch, isso vira jogada ensaiada.

Falta de juiz e excesso de ego: quando o parceiro é o verdadeiro inimigo
Nem tudo são flores. Como todo multiplayer sem filtro, Rematch sofre com jogadores que acham que são o Haaland encarnado. É cada um por si, o famoso “não toco nem a pau”. Tem goleiro driblando no meio do campo, atacante tentando chutar do meio sem noção, e time que desiste de marcar.
Felizmente, no modo ranqueado (liberado após o level 5), o cenário melhora. Ainda assim, faz falta um sistema de denúncia pra punir trolladores, além de um recurso de party pra chamar de volta aquele jogador decente que apareceu numa partida aleatória.

Gol é bom, mas com estilo é melhor: visual, cosméticos e Shaolin Soccer vibes
A pegada visual de Rematch é vibrante, quase cartunesca, com estádios futuristas e personagens estilizados. O Battle Pass traz tatuagens, cortes de cabelo, roupas, e sim: tem skin do Ronaldinho. Mas o sistema de monetização pega pesado — além do passe premium, há cosméticos individuais pagos, o que pode afastar quem não curte o modelo FOMO.
Ainda assim, dá pra montar um visual estiloso, trocar chuteira, tatuagem e até fazer o cabelo do craque parecer vocalista de banda de metal. Só faltou mesmo poder salvar e rever os golaços — vacilo não ter um modo replay.

🧤 Goleiro, o ser mais injustiçado do game
Aqui, qualquer jogador pode virar goleiro — o posto roda entre o time a cada gol sofrido. Parece democrático, mas vira bagunça: tem hora que o cara na meta resolve virar ponta, fazer dancinha ou tentar driblar com a bola na área. E o sistema de defesa também não ajuda: as animações são limitadas, o timing de mergulho falha e muitos gols acontecem por pura aleatoriedade.
O mesmo vale pros lances de marcação: às vezes o carrinho entra limpo e a bola teleporta pro pé do adversário. A Sloclap já corrigiu parte do netcode, mas ainda rola desync, partidas desequilibradas e quedas ocasionais.

🎸 Afinações Perfeitas:
- Gameplay intuitivo e viciante
- Sistema de controle inovador, com física realista
- Estilo visual vibrante e trilha animada
- Representa bem o espírito do futebol de rua
🎧 Notas Fora do Tom:
- Falta de controle na defesa e no gol
- Microtransações invasivas logo no lançamento
- Falta de modos extras e personalização mais profunda
- Jogadores tóxicos e ausência de party system
Vale ou não vale?
Rematch é aquela pelada de rua transformada em videogame. Não é sobre simular futebol como EA FC, é sobre jogar como se fosse sexta-feira, sem juiz, sem regra, com os brother gritando “rola a bola!” e um dog no meio da quadra. O jogo ainda precisa ajustes, especialmente nos servidores e no sistema de progressão, mas a base tá lá — e ela é divertida pra caramba.
Se tu é do tipo que joga com coração, grita no gol, adora uma jogada de efeito e curte ver o caos comendo solto, Rematch vai te ganhar. Principalmente se Sloclap continuar ouvindo a galera e tratando o jogo como um projeto vivo.
🎤 “Rematch não é futebol perfeito. É futebol de alma. E às vezes, é isso que a gente precisa.”
— Rockverse Play
🎮 Nota Final: 7.8 / 10
Caótico, ousado, desbalanceado — e, mesmo assim, incrivelmente divertido.
🎮 Rematch — Análise Completa | Rockverse Play
🗓 Lançamento: 18 de junho de 2025
📍 Plataformas: PC, Xbox Series X|S, PS5 (sem suporte para cross-play no lançamento)
💾 Versão testada: PS5
🔑 Cópia gentilmente cedida pela equipe da Sloclap