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Ao pensar em PAC-MAN Shadow Labyrinth, me bateu uma vibe intensa de “Nutshell” do Alice In Chains (1994) — aquela sensação de isolamento e luta constante, mas com uma pitada de esperança suada. A letra diz:

“My gift of self is raped
My privacy is raked”

“Meu presente de mim é violado
Minha privacidade é exposta”

E é exatamente essa sensação que senti ao controlar Puck, o PAC-MAN reinventado pela Bandai Namco, diretamente de Tóquio, que ousa levar o mascote mais icônico da indústria para um universo sci-fi sombrio, cheio de labirintos intergalácticos e batalhas que exigem precisão e estratégia. Ao lado dele, a Número 8, uma criança de outro mundo, é forçada a seguir a missão sem questionar — e cada decisão ecoa a tensão emocional que a música transmite.

A combinação entre nostalgia e inovação é brutal: Puck flutua metálico, cheio de energia azul, e cada passo pelo labirinto é um riff de guitarra imaginário que pulsa na veia do jogador. Como diz a música:

“If I can’t be my own, I’d feel better dead”
“Se não posso ser meu próprio, me sentiria melhor morto”

Essa melancolia introspectiva é a alma de Shadow Labyrinth.

Imagem capturada da gameplay do jogo.

Quando PAC-MAN encontra a gravidade do espaço

PAC-MAN já é lenda viva, completando 45 anos em 2025, e Shadow Labyrinth tenta não só homenagear, mas reinventar o personagem. Aqui, Puck é o protagonista de uma narrativa sci-fi que une clássicos da Namco como Galaga e Xevious.

O peso cultural está na coragem da Bandai Namco de transformar um ícone arcade em um metroidvania robusto, mesmo que algumas escolhas narrativas — diálogos confusos e lore excessiva — compliquem a imersão. Mas a ideia de unir universos clássicos em um “Namcoverso” dá ao jogador veterano uma sensação de descoberta histórica.

“And yet I fight, and yet I bleed”
“E ainda assim eu luto, e ainda assim eu sangro”

Cada batalha contra G-HOSTS ou chefes intergalácticos reforça esse legado de sobrevivência cíclica.

Imagem capturada da gameplay do jogo.

O ciclo de devorar, evoluir e sobreviver

Shadow Labyrinth adapta magistralmente o gameplay clássico:

  • Puck absorve itens e inimigos para evoluir;
  • Número 8 combina combos de espada, esquivas e habilidades especiais;
  • Fusão temporária em G.A.I.A., um robô gigante, traz momentos de poder absoluto.

Os labirintos com linhas luminosas evocam o fliperama original, enquanto os mapas complexos e interconectados remetem a Hollow Knight. Ainda assim, há desafios de navegação: checkpoints duplos, caminhos obscuros e backtracking exigem atenção — como a música diz:

“I can’t feel you there
I can’t feel you there”

“Não consigo sentir você aí
Não consigo sentir você aí”

Essa sensação de vulnerabilidade, de andar no escuro, é constante na exploração e combate.

Imagem capturada da gameplay do jogo.

drama de Puck e Número 8

A relação entre Puck e Número 8 é intensa e muitas vezes tensa. Puck obriga a criança a cumprir a missão, e cada diálogo vazio ou cripticamente sério reforça o clima de desolação da música:

“I’m not here
And I’m not there”

“Não estou aqui
E não estou lá”

A narrativa é apoiada pelo lore sci-fi denso, que mescla referências de jogos antigos da Namco com conflitos intergalácticos, criando paralelos com o isolamento e introspecção de “Nutshell”. Cada inimigo derrotado e cada recurso coletado ecoa a ideia de luta e sobrevivência que permeia a letra.

Imagem capturada da gameplay do jogo.

Entre neon e sombras

O mundo é visualmente impactante:

  • Design futurista de Puck e Número 8;
  • Cenários intergalácticos, labirintos metálicos, cavernas e bases tecnológicas;
  • Trilha sonora que mistura sintetizadores e sons arcade clássicos;
  • Animações sólidas, embora algumas criaturas genéricas quebrem a imersão.

A estética sonora se alinha com a música escolhida: cada combate é um riff de guitarra imaginário, cada exploração é um acorde melancólico de isolamento.

Imagem capturada da gameplay do jogo.

Mazes e desafios ocultos

Shadow Labyrinth oferece:

  • Mazespockets: versões caóticas de fases clássicas de PAC-MAN;
  • Conteúdos extras desbloqueáveis, segredos e itens colecionáveis;
  • Jogabilidade cooperativa indireta entre Puck e Número 8, exigindo alternância estratégica.

Esses momentos quebram o ritmo e renovam o interesse, reforçando o tema de ciclo da música:

“And yet I fight”
“E ainda assim eu luto”

Imagem capturada da gameplay do jogo.

Pontos Positivos X Negativos

Afinações Perfeitas (Positivos):

  • Adaptação inovadora de PAC-MAN para metroidvania;
  • Dualidade Puck/Número 8 bem equilibrada;
  • Fusão em G.A.I.A. divertida e estratégica;
  • Mazes clássicos e referência à história da Namco;
  • Ambientação visual sólida e imersiva.

Notas Fora do Tom (Negativos):

  • História confusa, diálogos pesados e excesso de lore;
  • Mapas extensos e checkpoints frustrantes;
  • Inimigos genéricos e animações por vezes travadas.

8,5/10 – Shadow Labyrinth acerta ao reinventar PAC-MAN, equilibrando nostalgia e inovação, mas tropeça em narrativa e design de inimigos secundários. O título mostra potencial para uma franquia metroidvania sólida.

Entre labirintos e riffs de guitarra

PAC-MAN Shadow Labyrinth é uma experiência que mistura coragem, exploração e introspecção. A palavra-chave PAC-MAN Shadow Labyrinth se mantém viva durante todo o jogo: cada labirinto, cada combate e cada fusão em G.A.I.A. ecoa a luta constante que a música “Nutshell” representa.

“And yet I fight, and yet I bleed”
“E ainda assim eu luto, e ainda assim eu sangro”

Um clássico reinventado, que honra o passado, mas aponta para um futuro promissor.


Informações sobre a Análise

  • Plataforma testada: Nintendo Switch;
  • Versão: 1.0
  • Código de acesso: gentilmente cedido pela Bandai Namco;
  • Plataformas disponíveis: Nintendo Switch 1 e 2, PC, PS5, Xbox Series;
  • Data de lançamento: 2025;
  • Desenvolvedora / Publicadora: Bandai Namco;
  • Idiomas disponíveis: PT-BR, EN, JP;
  • Estilo / gênero: Metroidvania, Ação, Sci-fi;
  • Número de jogadores: 1;
  • Referência musical: “Nutshell” – Alice In Chains (1994).

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