destaque copiar

Um Mergulho em Kashmir

The Rogue Prince of Persia é aquele som grave e hipnótico que te puxa para o meio do palco: os tambores de “Kashmir” do Led Zeppelin (1975) marcam cada passo do Príncipe da Pérsia, cada salto e cada derrota em Mount Qaf. A Ubisoft Montpellier troca a cadência do metroidvania pelo improviso do roguelike, mas mantém o DNA ágil e a busca por ritmo. O Príncipe é o guerreiro que marcha firme, como a guitarra de Jimmy Page, sem pressa mas com força, conquistando território com estilo e suor. Esta análise foi realizada na versão final do jogo, em PlayStation 5, explorando cada nuance do gameplay em 2D.

“Oh, let the sun beat down upon my face” “Oh, que o sol bata no meu rosto.”

Imagem capturada da gameplay do jogo.

“Wake up, wake up” “Acorde, acorde.” Como o início de cada run em que o Príncipe não lembra se venceu ou perdeu a luta anterior, a frase ecoa a sensação de recomeço e aprendizado constante. Após ser derrotado por Nogaï, o Príncipe acorda confuso, inconsciente por três dias, e recebe ajuda da misteriosa figura de Paachi, um viajante que atualiza o herói sobre os últimos acontecimentos. Para a desenvolvedora, foi um ano de muito trabalho: mudanças visuais, skill trees, melhorias permanentes e novo conteúdo elevam o jogo à sua melhor versão até hoje.

Imagem capturada da gameplay do jogo.

Imagem capturada da gameplay do jogo.

Um Clássico Renovado

O Príncipe é uma lenda antiga que agora veste roupas novas. Como “Kashmir”, o jogo não corre: avança em ondas, pesado, consciente de sua herança. Cada tentativa é um novo verso, cada morte uma pausa que reforça a melodia. A versão final corrigiu a maior parte dos problemas de Early Access, trazendo upgrades permanentes, skill trees, novas áreas e o primeiro grande update de conteúdo: The Temple of Fire. Este novo bioma traz desafios de plataforma, inimigos inéditos (Shielded Warrior e Duellist) e uma arma nova, Flaming Censers. Além disso, foi introduzida a Meta Progression Skill Tree, permitindo desbloquear melhorias permanentes usando Spirit Glimmers.

“To sit with elders of the gentle race” “Sentar com os anciãos da raça gentil.”


mecânica: passos firmes em terreno móvel

O combate é direto e responsivo, um bater de tambores que exige precisão. Dashes, chutes, combos e paredes viram palco para acrobacias. As armas trocam como acordes: cada build é uma jam session. Habilidades permanentes e trinkets adicionam variedade a cada run, tornando a progressão mais recompensadora. O destaque continua sendo o quão habilidoso o Príncipe é de controlar, com repertório de movimentos impressionante, cada toque de botão incrivelmente responsivo.

“I am a traveler of both time and space” “Sou um viajante do tempo e do espaço.”

Imagem capturada da gameplay do jogo.

O príncipe e a Redenção

Em The Rogue Prince of Persia, a história é centrada no filho do rei que se disfarça de ladrão para se infiltrar nas forças invasoras dos Hunos, que usam magia obscura para atacar a Pérsia. O objetivo é salvar o reino, utilizando a mecânica roguelite, onde o protagonista retorna a um ponto inicial após a morte, desbloqueando novas narrativas e progressão. O jogo se destaca por integrar o roguelite à história, criando um ciclo de morte e renascimento que serve como um elemento narrativo central para redenção.


A Areia Sob Luzes e Riffs

Visualmente, a versão final recebeu refinamentos: nova paleta de cores, mais detalhes em cenários e modelos de personagens. A estética persa permanece imersiva, enquanto sons e música reforçam a ação, fazendo cada golpe e movimento ecoar como um riff interminável.

“Yeah, yeah, ooh yeah” “Sim, sim, ooh sim.”


O Ritmo é Recomeçar

Cada partida é um show diferente: mapas procedurais, inimigos variados, skill trees e upgrades permanentes transformam a dança roguelike. A exploração agora é mais gratificante com múltiplas rotas e áreas desbloqueáveis, tornando cada run única e desafiadora.

“Talk and song from tongues of lilting grace” “Falar e cantar com línguas de graça melodiosa.”


Afinações Perfeitas X Notas Fora Do Tom

Afinações Perfeitas: Movimentação fluida; combate responsivo; visual com identidade; skill trees permanentes; exploração recompensadora.

Notas Fora Do Tom: Alguns upgrades ainda são lentos para desbloquear; narrativa pode evoluir mais.


Nota final

O Príncipe caminha com estilo: 9/10 na versão final do PS5. O jogo é uma jam completa, com travessia e combate refinados, narrativa mais estruturada, novo bioma The Temple of Fire e visuais sublimes. “Kashmir” ressoa: é preciso paciência para ouvir cada batida.

“Oh, let the sun beat down upon my face” “Oh, que o sol bata no meu rosto.”


Considerações Finais

The Rogue Prince of Persia não quer ser um hit de rádio. Ele quer ser um clássico que se revela devagar, como a faixa que cresce a cada minuto. Com a versão final, explorar o mundo, dominar o combate e enfrentar o novo bioma The Temple of Fire é uma experiência que recompensa persistência e habilidade.

“To sit with elders of the gentle race” “Sentar com os anciãos da raça gentil.”


Ficha Técnica da Análise

  • Plataforma da análise: PlayStation 5
  • Versão do jogo:1.0.1
  • Chave cedida gentilmente pela equipe da Ubisoft Brasil
  • Plataformas disponíveis: PS5, Xbox Series X/S, PC, Switch/Switch 2 (em breve)
  • Data de lançamento: Versão final recente
  • Desenvolvedora: Evil Empire / Publicadora: Ubisoft
  • Idiomas: áudio em inglês, legendas em português
  • Gênero: Roguelike, ação 2D
  • Jogadores: 1

⚔️ Quer sentir o peso de cada salto e a tensão de cada derrota?
Os primeiros momentos de The Rogue Prince of Persia já estão no canal, mostrando o Príncipe acordando confuso, enfrentando inimigos e explorando Mount Qaf com ritmo e estilo.
👉 Dá o play no YouTube do Rockverse Play e mergulha nessa mistura de roguelike e agilidade clássica que só a Ubisoft Montpellier consegue entregar.



Sobre o autor

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *